sábado, 21 de fevereiro de 2015
Recadinho
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Tudo Por Amor (Parte 15)
A história e os nomes apresentados aqui são de origem fictícia, qualquer semelhança é mera coincidência.
Tempos mais tarde, o médico volta na sala de espera.
- Vou liberar uma visita rápida para a paciente. Quem de você dois quer vir?
- Mãe a senhora consegue ir, eu fico com a Laura aqui.
Isabella vai, e ao entrar na U.T.I e ver o estado da filha ela leva a mão ao peito, e suspira fundo.
- A senhora tem dez minutos - relata o médico, ele se retira.
Ela se aproxima do leio da filha, acaricia os cabelos dela e a beija na testa. Claudia abre os olhos e diz com voz embargada.
- Mae?!
- Eu to aqui filha.
- E a Laura?
- Está bem, ela está com Lúcio, descanse amor!
- Mãe cuida dela pra mim!
- Eu vou cuidar dela e de você.
- Me perdoa mãe?! - Claudia tosse.
- Te perdoar do que filha?
- Perdoa os meu erros?!
- Filha, amar virou erro agora? Tudo que você fez foi por amor a sua filha - Isabella aperta a mão de Claudia e chora. - Tudo isso vai passar, você vai sair dessa meu amor!
- Mãe! - Claudia suspira. - Quero lhe pedir outra coisa.
- Pode pedir filha!
- Eu não quero que a senhora traga a Laura aqui, não quero assustar minha filha. Quero que ela lembre de mim só em forma positiva.
- Claudia você não vai morrer!
- Eu sei que vou mãe, eu sei - lágrimas correm pela face dela.
Passam-se duas semanas, e Claudia só piora, na tarde do segundo sábado de inverno ela vem a falecer, por complicações respiratórias. No dia do seu enterro chove leve, as pequenas gotas eram iguais as lágrimas da saudade que tomava conta de todos. Na volta para casa, Laura encanta com suas palavras ingênuas.
- Vovó, minha mãe foi brilhar lá no céu né?
- Foi sim querida, ela virou uma estrela - diz Lúcio.
- Mas um pedacinho dela sempre vai estar com você, em forma de amor, lá no fundo do seu coração! - relata Isabella.
- Em pensar que esse amor a matou - pensa alto Lúcio.
- Não diga isso Lúcio, tome cuidado com as suas palavras, pense em Laura.
- Desculpe, pensei alto. Daqui para frente não vai ser fácil!
- Vamos ter que ser fortes, para cuidar da Laura.
Laura segue olhando os carros que passam lá fora.
- Tão pequena, e já tem que enfrentar essa barra!
- É!
- Vó?
- Oi querida.
- Mesmo mamãe estando dentro de mim, já sinto saudade, ela sempre me abraçava e me beijava.
- Com o tempo querida, essa saudade vai se amenizar.
- E quanto tempo leva isso?
- Depende do seu coração amor!
Autora: Ana Paula Catarino
(Fim)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Tudo Por Amor (Parte 14)
A história e os nomes apresentados aqui são de origem fictícia, qualquer semelhança é mera coincidência.
Pela manhã, toda rotina seguia. Isabella era a primeira a acordar, fazia o café, Lúcio tomava seu desjejum beijava a mãe e a sobrinha e seguia para o trabalho, Laurinha brincava com a avó, e ao ouvir o som da buzina da perua escolar, pegava sua mochila e saia.
- Tchau vovó!
- Tchau querida - acenava do portão Isabella.
Ao voltar para dentro de casa, ela se depara com Claudia na cozinha.
- Bom dia mãe! - diz ela cabisbaixa.
- Espero que hoje seja um bom dia mesmo!
- Eu não tive coragem de ir falar com a Laura ontem.
Isabela bate a mão na mesa.
- Ergue essa cabeça Claudia, está difícil de mais para todos nós! - grita ela.
- Eu pensei em mil coisas...
- Não pense! - interrompe Isabella. - Tenha a displicência, de ao menos pedir desculpas para sua filha.
- Hoje eu vou buscar ela na escola, e irie conversar com ela.
- Não faz mais do que sua obrigação, pois você não está morta! Vou cuidar do almoço.
Claudia não diz mais nada, a tarde ela vai buscar Laurinha na escola, chove muito. Ela e a menina chegam em casa encharcadas.
- Que chuva!
- Vão tomar banho as duas, para depois virem comer! - ordena Isabella.
- Vovó a mamãe não está mais brava comigo!
- Que bom querida, agora banho, senão você pode ficar resfriada.
E quem acaba ficando doente é Claudia, ela adquiri uma gripe forte.
- Estou a dias tomando os remédios e nada de passar minha gripe - relata ela.
- Gripe é assim mesmo, demora para passar! - diz Lúcio.
Ela começa a tossir descontroladamente.
- Mãe, estou com falta de ar! - reclama Claudia.
- Vamos para o hospital então!
Lúcio coloca a irmã no carro e parte para o hospital, chegando lá Claudia é internada as pressas, e os exames clínicos apontam que ela está com pneumonia.
- O caso dela é tão grave assim doutor? - pergunta Lúcio.
- A Claudia inspira cuidados, como ela é soro positivo, seu organismo tente a ter muita baixa resistência, e em quadros infecciosos isso não é bom. Por enquanto seu quadro de saúde é instável!
O médico se retira.
- Como isso foi acontecer, ela estava tomando todos os remédios. Meu Deus! - relata Isabella surpresa.
- Vamos manter a calma! - diz Lúcio
Em meio a tanto corre e corre, eles não se dão conta que Laura está a escutar tudo.
- Minha mãe vai morrer? - pergunta ela inocentemente.
Isabella pega a neta no colo.
- Não meu amor, a mamãe só está com uma gripe forte. Logo, logo ela vai ficar boa. - ela abraça a menina.
Autora: Ana Paula Catarino
(Continua...)
sábado, 6 de dezembro de 2014
Tudo Por Amor (Parte 13)
A história e os nomes apresentados aqui são de origem fictícia, qualquer semelhança é mera coincidência.
- Calma Laurinha - diz Lúcio, tentando confortar a menina.
- A mamãe nunca gritou comigo tio Lúcio.
- Sua mãe está cansada meu amor - diz Isabella.
- Cansada de mim vovó?
- Não minha querida! - Isabella suspira. - Lúcio leve a Laura para o carro! Vou atrás da Claudia.
Chegando no banheiro público, ela vê a filha chorando.
- Claudia, não precisava daquilo tudo filha! A Laura está chorando.
- Mãe, eu não sou mais a mesma, sou um monstro. A qualquer momento eu posso ferir a quem eu amo!
- Para com isso filha, você não vai ferir ninguém! Claudia pelo amor de Deus, firma essa cabeça, não por mim, nem pelo seu irmão, mais sim pela sua filha! Ela precisa da mãe perto dela, finja ao menos Claudia estar bem.
- Não to conseguindo mãe! Eu sinto muito mais eu não consigo.
Isabella abraça a filha.
- Então eu sinto muito Claudia, eu não sei o que vai ser da gente. Vamos embora, nosso passeio acabou.
Na volta para casa, ninguém diz sequer uma palavra. Laura está com a cabeça no colo da vó, olhando para mãe ainda assustada, Lúcio dirige atentamente, mais sua cabeça fervilha de pensamentos. Claudia com os olhos marejados, se culpa por tudo. Em casa, Laura corre para o quarto e Isabella vai atrás dela.
- Tenha a decência de ir conversar com sua filha Claudia, ela ainda está muito assustada - relata Lúcio.
- A mamãe vai cuidar dela, melhor do que eu.
- A mamãe?! Claudia você que é a mãe dela. O que está acontecendo com você minha irmã?
- Estou com AIDS Lúcio, isso já não basta?
- Claudia consequência sua, você não precisava disso e você sabe bem. Mas agora é bola pra frente.
- Bola pra frente? - diz ela sarcasticamente.
- É!
- Por que não é você que a qualquer momento pode ferir quem ama! É tão fácil dizer bola pra frente, né meu irmão certinho?
- Eu não vou discutir com você Claudia, com licença.
Lúcio se retira, Claudia senta no sofá.
Autora: Ana Paula Catarino
(Continua...)
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Tudo Por Amor (Parte 12)
A história e os nomes apresentados aqui são de origem fictícia, qualquer semelhança é mera coincidência.
Claudia começa o tratamento, no início tudo parece difícil, mas com o tempo ela se acostuma. Lúcio agora mora junto com elas, ele é quem cuida das despesas da casa e da Laurinha.
Num domingo ensolarado, a família se reúne para um pique nique no parque dos Laranjais, o qual fica próximo da residência deles. Claudia sentada na grama, vê sua filha correndo sorridente com os bracinhos abertos, imitando um passarinho, isso enche seu coração de agrado.
- Mamãe vem correr comigo - diz Laura.
- A mamãe está um pouco indisposta querida!
- Deixa que eu o tio corre com você - diz Lúcio se levantando e indo até a pequena.
- Meu medo é não poder ver minha filha crescer mãe! - relata Claudia desanimada.
- Filha, combinamos de ser fortes, lute pela sua filha. E pare de pensar que você vai morrer!
- Eu poderia ser feliz, mas me vejo num barco que navega pela tristeza. O bom é que eu não passei a doença para vocês! Sou um corpo sujo mãe, e nada pode mudar isso.
- Claudia, vamos mudar a proza, o dia está lindo, o sol brilha, vamos contemplar essa alegria que a natureza nos passa.
- Não aguento ver o Lúcio bancando tudo, com a AIDS agora que eu não arranjo emprego! Não é justo.
- Não é justo, você ficar ai atolada em problemas, os quais estamos conseguindo resolver graças a Deus, e estragar o nosso pique nique - ressalta Isabella.
Claudia se levanta.
- Desculpa mãe, eu só tenho pensado em mim ultimamente! Vou ver os patos do lago.
- Isso vá se distrair, viva Claudia, viva!
- Laura, vamos ver os patos com a mamãe? - pergunta ela a menina.
- Quero não mamãe, brincar com o tio Lúcio está tão legal.
- Bom então vou eu sozinha.
Ao se virar para caminhar, Claudia pisa em falso e cai. Bate o braço numa pedra e se corta. Isabella acode a filha.
- Claudia...
- Não encosta em mim mãe! - grita ela.
Lúcio e Laura vem ao encontro delas.
- O que houve?
- Mamãe! - se assusta a menina.
- Lúcio tira a Laura daqui, eu me cortei - grita Claudia.
Ele pega a menina no colo, Laura começa a chorar.
- Não precisa ser grossa com a gente, só queremos te ajudar.
- Eu me cortei, ninguém põe a mão em mim, pode ser letal o contato do meu sangue com vocês! - diz Claudia se levantando, ela caminha para o banheiro público. Lá ela lava o corte e chora.
- Droga! droga! - diz ela a si mesma.
Autora: Ana Paula Catarino
- Mamãe vem correr comigo - diz Laura.
- A mamãe está um pouco indisposta querida!
- Deixa que eu o tio corre com você - diz Lúcio se levantando e indo até a pequena.
- Meu medo é não poder ver minha filha crescer mãe! - relata Claudia desanimada.
- Filha, combinamos de ser fortes, lute pela sua filha. E pare de pensar que você vai morrer!
- Eu poderia ser feliz, mas me vejo num barco que navega pela tristeza. O bom é que eu não passei a doença para vocês! Sou um corpo sujo mãe, e nada pode mudar isso.
- Claudia, vamos mudar a proza, o dia está lindo, o sol brilha, vamos contemplar essa alegria que a natureza nos passa.
- Não aguento ver o Lúcio bancando tudo, com a AIDS agora que eu não arranjo emprego! Não é justo.
- Não é justo, você ficar ai atolada em problemas, os quais estamos conseguindo resolver graças a Deus, e estragar o nosso pique nique - ressalta Isabella.
Claudia se levanta.
- Desculpa mãe, eu só tenho pensado em mim ultimamente! Vou ver os patos do lago.
- Isso vá se distrair, viva Claudia, viva!
- Laura, vamos ver os patos com a mamãe? - pergunta ela a menina.
- Quero não mamãe, brincar com o tio Lúcio está tão legal.
- Bom então vou eu sozinha.
Ao se virar para caminhar, Claudia pisa em falso e cai. Bate o braço numa pedra e se corta. Isabella acode a filha.
- Claudia...
- Não encosta em mim mãe! - grita ela.
Lúcio e Laura vem ao encontro delas.
- O que houve?
- Mamãe! - se assusta a menina.
- Lúcio tira a Laura daqui, eu me cortei - grita Claudia.
Ele pega a menina no colo, Laura começa a chorar.
- Não precisa ser grossa com a gente, só queremos te ajudar.
- Eu me cortei, ninguém põe a mão em mim, pode ser letal o contato do meu sangue com vocês! - diz Claudia se levantando, ela caminha para o banheiro público. Lá ela lava o corte e chora.
- Droga! droga! - diz ela a si mesma.
Autora: Ana Paula Catarino
(Continua...)
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Tudo Por Amor (Parte 11)
A história e os nomes apresentados aqui são de origem fictícia, qualquer semelhança é mera coincidência.
Nisso entra na cozinha Laura, que estranha ver a mãe chorando.
- Mamãe por que a senhora está chorando?
- É nada não filha, eu só to com um pouco de dor de cabeça.
- Laurinha querida, vá brincar no seu quarto, vai - objeta Isabella.
- Vai amor.
A garotinha beija a face de Claudia.
- Não chora mamãe, tudo vai ficar bem!
Parecia que a doce menina mesmo sem saber, adivinhava o sofrimento da mãe. Laura vai para o seu quarto.
- Tome esse chá, isso vai te acalmar.
- Eu não vou ver a Laura crescer mãe - diz Claudia pegando a xícara.
- Não diga uma besteira dessa Claudia, você vai criar a sua filha sim!
- Vocês não precisam se preocupar com as despesas da casa, irei bancar tudo, e estou pensando em voltar a morar aqui - relata Lúcio.
- Isso irá tranquilizar a gente meu filho.
- Não é justo com ele mãe.
- Toda ajuda é bem vinda nesse momento Claudia, e se for preciso cortaremos ao máximo os nossos gastos.
- Mãe, estou ganhando bem, manterei a casa numa boa. Claudia não se preocupe pois vou assumir os gastos da Laurinha também.
- Nem sei como te agradecer meu irmão.
Ele abraça ela.
- Agora você vai começar a se tratar, pois isso é o mais importante!
- Vou enfrentar uma guerra.
- Você não está sozinha nela filha.
Autora: Ana Paula Catarino
(Continua...)
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Tudo Por Amor (Parte 10)
A história e os nomes apresentados aqui são de origem fictícia, qualquer semelhança é mera coincidência.
Lúcio que ficará em casa para cuidar de Laura, nota a tristeza que ronda sua mãe e irmã.
- Então, como foi lá? - pergunta ele.
- Vamos para a cozinha eu te conto tudo - Isabella se dirige para a cozinha e prepara um chá.
- Pela cara de vocês duas não foi nada bem a consulta?!
- Não foi mesmo meu filho, sua irmã está com AIDS.
- Mãe e agora? - ele fica pasmo.
- Agora ela vai ter que seguir o tratamento a risca, essa notícia acabou com ela e comigo.
- Claudia não precisava estar passando por isso mãe.
- Não é hora de julgar as atitudes da sua irmã, saiba que uma mãe faz de tudo para alimentar o seu filho.
- Mas mãe, ela podia ter me pedido ajuda!
- Sua irmã puxou o seu pai, gênio forte, dura na queda, faz de um tudo pela família.
Claudia entra na cozinha.
- Estou fazendo um chá para nós - relata Isabella.
- Mamãe já te contou?
- Já.
Ele abraça ela.
- Força mana, força pela Laurinha!
Claudia se põe a chorar.
- Esse é o preço do meu trabalho sujo - diz ela com voz embargada.
- Temos que manter a calma.
- A mamãe e a Laura terão que fazer exames também, eu não vou me perdoar se algo de ruim acontecer com elas Lúcio.
- Nada irá acontecer com a gente filha.
- Mãe eu estou contaminada, e se eu passei essa doença a vocês?
- Caso isso ocorra, faremos o tratamento. Querida não pense negativo, isso só fará mal a você.
- Mãe eu mesma me fiz mal!
Autora: Ana Paula Catarino
(Continua...)
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